APENDICECTOMIA PROGRAMADA (remoção do apêndice)
A apendicectomia é a cirurgia realizada para remover o apêndice, geralmente como tratamento da apendicite. Dependendo da situação clínica, pode ser efetuada de forma urgente ou programada e recorrendo a cirurgia aberta ou laparoscópica.

O apêndice é uma pequena estrutura tubular ligada à primeira porção do intestino grosso, junto à união com o intestino delgado.
Quando existe indicação clínica para a sua remoção, esta não compromete o funcionamento normal do organismo.
Para que serve o apêndice?
O apêndice participa na produção de imunoglobulinas, proteínas que contribuem para a resposta do sistema imunitário. Apesar desta função, não é considerado um órgão essencial, uma vez que outros mecanismos do organismo desempenham funções semelhantes.
Na maioria das pessoas, a remoção do apêndice não provoca alterações significativas na capacidade de resposta do sistema imunitário.
O que é a apendicite?
A apendicite corresponde à inflamação do apêndice e é uma das causas mais frequentes de cirurgia abdominal urgente.
Na maioria dos casos, ocorre devido à obstrução do interior do apêndice, frequentemente provocada por material fecal endurecido. Esta obstrução favorece a multiplicação de bactérias, originando inflamação e infeção.
A apendicite pode apresentar diferentes formas de evolução: aguda, crónica ou recorrente.
A apendicite aguda manifesta-se de forma súbita e, na maioria dos casos, requer tratamento cirúrgico urgente.
A apendicite crónica caracteriza-se por sintomas persistentes ou intermitentes durante um período prolongado. Nestas situações, quando existe indicação médica, a apendicectomia pode ser realizada de forma programada.
Existe ainda a apendicite recorrente, marcada por episódios repetidos de inflamação separados por períodos sem sintomas. Dependendo da avaliação clínica, a cirurgia programada poderá ser considerada como opção terapêutica.
Tratamento para apendicite aguda ou crónica
A apendicite aguda constitui frequentemente uma situação de urgência médica. Caso apresente sintomas compatíveis, deverá procurar assistência médica imediata no serviço de urgência mais próximo.
Se possui um diagnóstico de apendicite crónica ou recorrente e pretende realizar uma apendicectomia programada em Portugal, a MedicalPort pode coordenar o acesso a hospitais privados, apoiando a marcação da cirurgia e a organização do respetivo percurso assistencial.
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A MedicalPort coordena e facilita o acesso a cuidados de saúde privados. Não presta directamente consultas, exames, cirurgias ou outros actos médicos, que são realizados exclusivamente por profissionais e instituições de saúde parceiras.
Sempre que aplicável, as teleconsultas são realizadas através da plataforma Stuward, em conformidade com os requisitos do Regulamento Geral sobre a Protecção de Dados (RGPD) e demais legislação aplicável.
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A cirurgia poderá ser realizada estando o paciente sob o efeito de um de três tipos de anestesia: geral, regional ou local.
A anestesia geral é utilizada com maior frequência, particularmente no caso da cirurgia pediátrica, sendo a preferida também para a cirurgia por via laparoscópica.
A anestesia local é menos frequente, se bem que igualmente segura e com custos menores. Os três tipos de anestesia são considerados quer para a cirurgia por via laparoscópica ou por via aberta.
Ambas formas de cirurgia apresentam vantagens e desvantagens.
O procedimento cirúrgico da remoção do apêndice por via aberta tem um risco mínimo, a estadia no hospital é curta e há uma baixa taxa de complicações associadas.
A cirurgia laparoscópica é um método seguro e eficaz para o tratamento de apendicites e uma alternativa à apendicectomia por via aberta. O procedimento por via laparoscópica envolve um custo superior e a cirurgia demora mais tempo. Por outro lado, a dor é menor, assim como o tempo de internamento no hospital. Com este método, as cicatrizes têm menor extensão e, portanto, ficam com melhor aparência. A cirurgia por via laparoscópica é preferível em mulheres em idade fértil, idosos, crianças e pacientes com obesidade.
Depois da cirurgia, o paciente é aconselhado a ficar no hospital com medicação para controlar a dor.
Desde que não surjam complicações, o paciente tem alta após 1 dia de estadia no hospital, podendo retomar as suas actividades normais, respeitando sempre os devidos cuidados emitidos pelo cirurgião.
Feita a cirurgia e transcorrido o tempo de recuperação necessário, os pacientes retomam o seu estilo de vida habitual sem quaisquer limitações nutricionais ou físicas.
Os sintomas de apendicite crónica estão relacionados com dor abdominal difusa, que pode ser mais forte na região direita e em baixo do abdómen, podendo durar meses e até anos. Dado não apresentar sintomas além da dor abdominal, o diagnóstico da apendicite crónica é muitas vezes difícil e só confirmado por exames de sangue ou uma endoscopia.
Este tipo de apendicite é mais comum após os 40 anos de idade.
Os sintomas mais característicos da apendicite aguda são: dor muito intensa na parte inferior direita do abdómen, náuseas, vómitos e perda de apetite acompanhada de febre ligeira. No entanto, apenas cerca de 50% das pessoas apresenta estes sintomas claros. É por vezes difícil diagnosticar uma apendicite aguda quando apenas um dos sintomas se manifesta.
A dor pode começar repentinamente na parte superior do abdómen ou à volta do umbigo; depois, aparecem as náuseas e os vómitos. Ao fim de algumas horas, desaparecem as náuseas e a dor desloca-se para o quadrante inferior direito do abdómen. Quando o médico pressiona esta área, aparece dor e quando, subitamente, retira a mão, ela pode tornar-se mais aguda (sinal de descompressão positivo).
