HÉRNIAS
Uma das patologias mais frequentes da parede abdominal, podendo afetar homens e mulheres em diferentes fases da vida.

As hérnias da parede abdominal surgem quando um órgão ou tecido interno protrui através de uma zona de menor resistência dos músculos ou tecidos que o contêm. Embora possam ocorrer em qualquer idade, são mais frequentes nos homens, sendo a hérnia inguinal o tipo mais comum.
Estima-se que cerca de 30% dos homens e 3% das mulheres desenvolvam uma hérnia inguinal ao longo da vida. Também são frequentes as hérnias umbilicais, femorais e incisionais, que podem surgir após uma cirurgia abdominal.
Na maioria dos casos, as hérnias manifestam-se como uma saliência visível ou palpável, podendo ser acompanhadas por dor ou desconforto, sobretudo durante esforços físicos, tosse ou levantamento de pesos. Como regra, não desaparecem espontaneamente e tendem a aumentar de dimensão ao longo do tempo.
Quando é recomendado o tratamento cirúrgico?
O tratamento definitivo das hérnias é cirúrgico e a sua indicação depende da avaliação clínica, dos sintomas apresentados e do risco de complicações. Atualmente, a maioria das reparações é realizada por cirurgia aberta ou laparoscópica, recorrendo frequentemente à colocação de uma rede cirúrgica para reforçar a parede abdominal.
Em algumas situações, a hérnia pode ficar encarcerada, deixando de ser possível reposicionar o tecido herniado. Se ocorrer estrangulamento, o fluxo sanguíneo para esse tecido pode ficar comprometido, constituindo uma situação que requer tratamento urgente.
Quando realizada de forma programada, a cirurgia permite planear o procedimento nas melhores condições clínicas e reduzir o risco de complicações associadas às intervenções de urgência.
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É um defeito localizado da parede abdominal, um orifício que permite a passagem anormal do intestino.
Sim. O risco de sofrer uma hérnia inguinal nos homens é de 27% e na mulher de 3%.
As mais frequentes são as inguinais (73%) localizadas na virilha. A seguir estão as que se localizam no umbigo e em terceiro lugar as incisionais que aparecem ao nível da cicatriz de uma cirurgia abdominal. Existem, contudo, hérnias que se situam em outras localizações.
Por causa de um defeito congénito, de tecidos debilitados, esforços ou a combinação aleatória destes.
Podemos evitar uma Hérnia?
Não, mas podemos reduzir a possibilidade do seu aparecimento, evitando hábitos que enfraquecem os tecidos tais como fumar, ter uma má alimentação, dietas que reduzem o peso a uma velocidade exagerada, etc.
Sim, nalguns casos e por vezes nas fases iniciais.
Embora não tenha sido detectado o gene responsável, as estatísticas mostram uma tendência familiar que sugere a existência de um defeito genético.
Porque pode ocorrer um estrangulamento, situação em que o intestino é apanhado e sofre uma rápida gangrena. Esta é uma complicação grave que obriga a uma cirurgia de urgência e estabelece um sério risco de vida.
Em todas as hérnias dos adultos é recomendável a colocação de redes, embora nas hérnias umbilicais com menos de dois centímetros de diâmetro e nas hérnias dos desportistas, entidade com particularidades específicas, seja possível prescindir deste recurso. Nas hérnias das crianças não se colocam redes porque as estruturas onde as redes são fixadas estão em crescimento.
As redes não produzem danos ao organismo?
Não. São na sua imensa maioria um produto sintético apelidado de polipropileno, perfeitamente tolerado pelo organismo. Contudo, existem casos raros, extremamente raros, de rejeição.
Não. O esforço físico por si só não é capaz de produzir uma hérnia; é necessário que o doente tenha um defeito congénito e que os tecidos não possuam uma boa qualidade biológica.
Sim. Podem reaparecer em até 10% dos casos, mas com o uso de redes e se a cirurgia for realizada por cirurgiões especialmente dedicados a este tipo de intervenção o risco é de cerca de 2%.
Sim. Porque é possível durante algum tempo ter uma hérnia sem sintomas, ou estes serem mínimos, e mesmo assim estas hérnias estão expostas às complicações anteriormente referidas.
Sim. Salvo casos muito específicos todas podem ser operadas por via laparoscópica, mas esta abordagem exige recorrer sempre a uma anestesia geral.
Hérnia Inguinal
Na virilha, podendo contudo crescer e encher o escroto.
Hérnia Femoral
Imediatamente abaixo da virilha, na raiz da coxa.
Hérnia Umbilical
Localizada no umbigo.
Hérnia Epigástrica
Na linha meia do abdómen entre o umbigo e o tórax.
Hérnia Incisional
Ocorre no lugar da cicatriz de uma cirurgia abdominal prévia.
Hérnia recidivada
Qualquer uma das variedades anteriores que se manifesta de novo após ter sido operada

